Segunda-feira, Fevereiro 08, 2010
Campanha Carnaval 2010
O foco principal da campanha este ano são as meninas, de 13 a 19 anos, e jovens gays, de 13 a 24 anos. Segundo o Ministério da Saúde, estes são os dois grupos mais vulneráveis ao contágio pelo vírus HIV.
São três vídeos, um para as meninas, um para os jovens gays e o outro (a ser veiculado no período pós-carnaval) de incentivo à realização do teste de HIV.
Nas imagens, a protagonista é uma camisinha falante que alerta os jovens para o uso do preservativo. É a atriz Luana Piovani que faz a voz da camisinha.
Sexta-feira, Fevereiro 05, 2010
Ninja Assassino

Porrada, ação e muito sangue, muito mesmo. Se gosta de filme assim, provavelmente, vai curtir Ninja Assassino, que invade os cinemas a partir desta sexta-feira.
A história gira em torno de Raizo (o cantor pop Rain), que desde de pequeno foi treinado por uma sociedade secreta com uma única missão: ser um ninja devastador.
Mas a vida de Raizo vai tomar outro rumo quando cruzar com a da agente da Europol, Mika Coretti (Naomie Harris). Ela investiga assassinatos políticos orquestrados por uma rede de matadores que não deixam vestígios.
Apesar da história parecida a um pano desfiado, até que o roteiro de Ninja Assassino tem elementos interessantes.
Os flashbacks mostrando toda a destreza e disciplina da formação dos ninjas são exemplares. Sem contar as cenas de lutas esteticamente formidáveis, e que fazem jus a uma graphic novel, semelhantes as do filme 300.
Numa boa, em se tratando da safra deste tipo de filme, até que Ninja Assassino é bastante suportável, como eu já disse, pra quem adora ver pancadaria, como eu.
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Cinema
Quinta-feira, Fevereiro 04, 2010
AFT!!!!
Olha, nem vou comentar muito a declaração do general Raymundo Nonato de Cerqueira Filho. Ele havia sugerido na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, que os homossexuais procurassem outra carreira fora das Forças Armadas.
Isso me dá preguiça mental. É tão absurdo que nem estou afim de gastar muito neurônio para contra-argumentar.
Só deixo dois conselhos para o general: ler um bom livro sobre Grécia Antiga ou estudar a biografia de Alexandre, o Grande.
Detalhe. Em uma pesquisa breve descobri que a relação íntima entre militares e guerreiros foi documentada por historiadores. E há outros povos, como os beócios, espartanos e cretenses, que eram mais inclinados a esse tipo de relação, formando os maiores heróis da antiguidade.
E não era só a Grécia que se rendia ao estilo de vida. Parafraseando o historiador Edward Gibbon: "Dos 15 imperadores romanos, apenas Cláudio não teve nenhum tipo de aventura homossexual".
Agora, se o general ainda não entendeu a besteira que falou, na hora de ir fazer o número 2, podia aproveitar e dar descarga junto com o cérebro, ok?
Isso me dá preguiça mental. É tão absurdo que nem estou afim de gastar muito neurônio para contra-argumentar.
Só deixo dois conselhos para o general: ler um bom livro sobre Grécia Antiga ou estudar a biografia de Alexandre, o Grande.
Detalhe. Em uma pesquisa breve descobri que a relação íntima entre militares e guerreiros foi documentada por historiadores. E há outros povos, como os beócios, espartanos e cretenses, que eram mais inclinados a esse tipo de relação, formando os maiores heróis da antiguidade.
E não era só a Grécia que se rendia ao estilo de vida. Parafraseando o historiador Edward Gibbon: "Dos 15 imperadores romanos, apenas Cláudio não teve nenhum tipo de aventura homossexual".
Agora, se o general ainda não entendeu a besteira que falou, na hora de ir fazer o número 2, podia aproveitar e dar descarga junto com o cérebro, ok?
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Para refletir
Quarta-feira, Fevereiro 03, 2010
Produto descartável

Usou? Jogue fora.
Está com defeito? Jogue fora.
Está devagar? Jogue fora.
Bateu e não voltou a funcionar? Jogue fora.
Comeu, não gostou? Jogue fora.
Comeu, passou mal? Jogue fora.
Leu, não entendeu direito? Jogue fora.
Escreveu, e ficou arrependido? Jogue fora.
Não deu certo? Jogue fora.
Deu errado? Jogue fora.
Se arrependeu? Jogue fora.
Não serve mais? Jogue fora.
Não tem mais jeito mesmo? Jogue fora.
Mas, preste atenção, fazer isso com gente pode não ter volta. Com o copo descartável sim, você vai lá no lixo e o trás novamente para sua mão, amassado, mas ele está lá.
Outro coisa, o problema é quando tem gente que descarta demais e esquece que está dentro de uma lixeira.
Pense a respeito.
autor: eu mesmo
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Para refletir
Terça-feira, Fevereiro 02, 2010
Segunda-feira, Fevereiro 01, 2010
Grammy: Poplândia

Alguém poderia me explicar o que tem dentro das cabeças das pessoas que votam no Grammy? Me dêem uma luz porque a tsunâmi pop invadiu a premiação. Antes de mais nada só queria pontuar que não tenho receio contra o gênero.
Pra quem não sabe os GRAMMYs Awards, que têm 105 categorias dentro de trinta gêneros musicais, são votados num processo entre os membros da National Academy of Recording Arts and Sciences.
Neste ano, entre os principais concorrentes estavam Beyoncé, por “I am... Sasha fierce”, The black eyed peas, por “The E.N.D.”, Lady Gaga, por “The fame”. Até aí Ok.
Beyoncé venceu em seis das dez categorias para as quais era indicada como favorita. Até aí Ok.
A popstar foi premiada pela música do ano, com o hit "Single ladies (Put a ring on it)", melhor cantora de música pop, por "Halo", do álbum “I am… Sasha fierce”, melhor performance vocal feminina de R&B, com “Single ladies (Put a ring on it)”, melhor performance vocal tradicional de R&B, com “At last”, melhor música de R&B, também por “Single ladies (Put a ring on it)”, e melhor álbum de R&B contemporâneo, por “I am… Sasha fierce”. Ok?
Taylor Swift, que era indicada em oito categorias, venceu quatro: melhor cantora de country, por “White horse”, melhor música de country, por “White horse”, melhor álbum de country, por “fearless”, e a de melhor álbum do ano. Ok?
Não. Não tem nada "ok". Todos estes álbuns citados acima são Pop. Por que concorrem em outras categorias? Onde está a country de Taylor? Ou o R&B de Beyoncé? E Lady Gaga como melhor álbum de música eletrônica? Muito estranho. Pra mim todos deveriam concorrer juntos em categoria Pop, o que seria mais plausível, não?
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Música
Terça-feira, Janeiro 26, 2010
Março promete...
Agora meu coração bate a mil de vez.

A venda de ingressos para o show da banda The Gossip começa amanhã. O grupo, liderado por Beth Ditto, faz apresentação no dia 19 de março, em São Paulo, e no dia 20, no Rio de Janeiro. Os ingressos para a apresentação na capital paulista estarão à venda nas lojas da rede Chilli Beans. O primeiro lote custará R$ 100, o segundo R$ 150 e o terceiro R$ 200. As informações são do site A Capa.

A banda escocesa Franz Ferdinand também aterrisa por essas terras na mesma época. Ainda não divulgaram o preço e nem quando começa a venda de ingressos, mas as datas e os locais foram definidos:
Show em Porto Alegre
Data:18/03
Local: Pepsi On Stage
Show no Rio de Janeiro
Dia: 19/03
Local: Fundição Progresso
Show em Brasília
Dia: 21/03
Local: a confirmar
Show em São Paulo
Dia: 23/03
Local: Via Funchal

Delírio pouco é bobagem com a chegada dos ingleses do Coldplay. A banda toca na Praça da Apoteose, Rio de Janeiro, no dia 28 de fevereiro, e em São Paulo, no Morumbi, no dia 2 de março. O preço dos ingressos varia de R$ 160 a R$ 500.

E ainda tem A-ha em Belo Horizonte no dia 14 de março. Céus, haja dinheiro!!!! Afonso Pena lá vou eu!!! Brincadeirinha :)

A venda de ingressos para o show da banda The Gossip começa amanhã. O grupo, liderado por Beth Ditto, faz apresentação no dia 19 de março, em São Paulo, e no dia 20, no Rio de Janeiro. Os ingressos para a apresentação na capital paulista estarão à venda nas lojas da rede Chilli Beans. O primeiro lote custará R$ 100, o segundo R$ 150 e o terceiro R$ 200. As informações são do site A Capa.

A banda escocesa Franz Ferdinand também aterrisa por essas terras na mesma época. Ainda não divulgaram o preço e nem quando começa a venda de ingressos, mas as datas e os locais foram definidos:
Show em Porto Alegre
Data:18/03
Local: Pepsi On Stage
Show no Rio de Janeiro
Dia: 19/03
Local: Fundição Progresso
Show em Brasília
Dia: 21/03
Local: a confirmar
Show em São Paulo
Dia: 23/03
Local: Via Funchal

Delírio pouco é bobagem com a chegada dos ingleses do Coldplay. A banda toca na Praça da Apoteose, Rio de Janeiro, no dia 28 de fevereiro, e em São Paulo, no Morumbi, no dia 2 de março. O preço dos ingressos varia de R$ 160 a R$ 500.

E ainda tem A-ha em Belo Horizonte no dia 14 de março. Céus, haja dinheiro!!!! Afonso Pena lá vou eu!!! Brincadeirinha :)
Segunda-feira, Janeiro 25, 2010
Nine

Os musicais, geralmente, são um dos gêneros cinematográficos que entram na categoria do "eu amo" ou "eu odeio". Parece que não há um meio termo entre os cinéfilos.
Aproveitando o rastro de sucesso dos últimos musicais, que ganharam prêmios e uma singela empatia do público e crítica, "Nine" vai se descarrilhar um pouco, mesmo tendo tido cinco indicações ao Globo de Ouro, e ainda podendo receber outras do Oscar.
Mesmo assim, parece que ele dividirá, e muito, as opiniões. Se depender da imprensa norte-americana, o filme entrou para o fundo da lata de lixo. Ele não empolgou a crítica de lá. Alguns exemplos:
"Zero’ tivesse sido um nome melhor.” (Los Angeles Times)
“Seu esforço para capturar o frenesi artístico é um ‘caos vulgar’ e uma ‘total falta de inspiração’.” (New York Times)
No Brasil, ainda há de se prever o que os críticos exaltarão ou condenarão quando o filme estreiar na próxima sexta-feira. Nem precisa de Mãe Dinah para saber o que vai sair das letras dos jornalistas.
Pra início (aliás, meio) de conversa: o filme é um hibridismo de drama e musical. Acerta no primeiro quesito, porém, fica no meio do caminho quando se trata do segundo, isso se deve mais por culpa da narrativa, que chega, às vezes, a ser bem enfadonha.
O trem lúdico segue por contar a vida do cineasta boêmio, Guido Contini. Um diretor infantil, astuto e mulherengo que está em um desconcertante bloqueio artístico.
Ele se depara com a obrigação de terminar um filme, que segundo as pressões midiáticas e dos seus produtores, será sua espada para a volta triunfal, depois de tantos fracassos.
Dentro dessa ciranda, ele ainda tem que coordenar seus complexos de culpa e suas destemidas amantes, numa Itália conservadora.
Fica a cargo do ótimo Daniel Day-Lewis dar conta do recado. É chocante como o ator expressa toda neura, a dificuldade de expor a criatividade e a crise existencial, contidas no personagem.
Marion Cotillard, que faz a esposa, vem mais uma vez mostrar que a arte de interpretar é uma das raras dádivas da natureza, que poucos como ela conseguem. Se você já tinha ficado embasbacado com Piaf...prepara-se.
E o elenco de peso não para por aqui. Rob Marshal (“Chicago”, “Memórias de uma Gueixa”) teve êxito em dirigir um time de beldades performáticas: Nicole Kidman, Judi Dench, Penélope Cruz, Sophia Loren, Kate Hudson e pasmem: Fergie. A cantora do grupo Black Eye Peas ultrapassa os limites do que um artista pode chegar com a dança. Ela é uma das surpresas da trama por expressar que a dramaticidade também vai além do que conhecemos da atuação tradicional. Corpo, canto e alma se unem em cada movimento orquestrado por Fergie.
Nicole Kidman consegue, em poucos minutos, trazer toda aquela áurea das nostálgicas divas de Hollywood. Judi Dench é a multiplicação da elegância e força vocal. Penélope Cruz invoca toda desenvoltura corporal, sexual e enigmática. E se muitos diziam que ela tinha sido dublada na cenas de canto em Volver, de Pedro Almodóvar, aqui ela arrisca e acerta em cheio.
Por ser uma adaptação de um musical da Broadway de 1982, alguns podem observar em "Nine" a mesma tendência orquestrada por outros musicais. Mas o filme traz consigo um interessante jogo de referências a Frederico Fellini e à indústria do cinema.
Ainda cometendo alguns pecados, como em não conduzir bem a história, Marshall consegue extrair do que já era belo de ser ver, algo louvável aos fãs do gênero, inclusive por inserir tanta dramaticidade. “Nine” é um diamante, mesmo que precisasse ser mais lapidado, não deixa de ter seu brilho e força.
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Cinema
Sábado, Janeiro 23, 2010
Madonna pelo Haiti
O vídeo dispensa apresentações. Só deixo o seguinte relato: dizem depois que ela não sabe cantar. Uma coisa é ter vozeirão, outra coisa é ter talento e colocar alma numa canção.
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Madonna
Sexta-feira, Janeiro 22, 2010
Amor Sem Escalas

O que faz um filme ser merecedor de prêmio? Ou de simplesmente ser aquela produção que semeia marcas na lembrança? Seria a história? O elenco? A assinatura visual do diretor? Em tempos de Avatar, só os efeitos especiais? Seria ainda a complexidade da trama?
"Amor Sem Escalas" vem provar, que a simplicidade pode ser sofisticada, e resultar em um ótimo filme. Pareceu contraditório? Calma.
Saber contar uma história, prendendo a atenção do espectador, com diálogos inteligentes, e que não desdenham da nossa capacidade, já mostra o requinte atingido pelo diretor Jason Reitman ("Juno" e "Obrigado por fumar").
Além disso, junte um roteiro bem construído, que não caiu na mesmice dos contos de fadas hollywoodianos. Uma história que mostra pessoas reais com problemas reais.
Ryan Bingham, incrivelmente interpretado por George Clooney, viaja pelos Estados Unidos despedindo funcionários de empresas em crise.
Tudo parecia estar sob controle na vida do bom moço quando uma jovem funcionária, Natalie (a ótima Anna Kendrick, de Crepúsculo e Lua Nova), aparece e implanta um sistema no local.
A nova tecnologia traz economia de gastos para empresa, e muda em 720 graus, o estilo viajante e desapegado de Bingham.
O diretor traz para o público um anti-herói reflexivo e muito atual. E lógico, com o charme indispensável de Clooney. Não há como não se render a filosofia de vida do personagem, inclusive sua teoria que assemelha a vida dos mortais à uma mala.
Mas se por um lado, Bingham preza pela escolha nômade, por outro, começa se ver confrontado. Surgem indagações sobre o seu distanciamento da família e sobre a sua visão da ditadura do casamento feliz.
E há de se considerar que o diretor dosou muito bem ao apresentar os conflitos do personagem principal com os dramas vividos por desempregados numa América pós-crise.
Para dar mais verossimilhança, Reitman captou as reações reais e diretas de americanos comuns que haviam acabado de passar pela experiência de perder o emprego em uma economia em colapso.
Outro destaque é o espaço concedido a duas mulheres na trama, que têm papéis cruciais. Natalie, que é obrigada a acompanhar Bingham por onde ele anda, e assim aprender sua tática de trabalho. Sua "ingenuidade" vai polarizar a descrença no amor, propagada por Bingham?
E Alex Goran (Vera Farmiga, "A órfã"), uma versão feminina do protagonista, passa a despertar nele um tremor no seu jeito descompromissado. Ela seria a chave para danação ou redenção do personagem?
O primordial em "Amor Sem Escalas" é a sua forma despretensiosa em não apresentar uma única fórmula de felicidade. E tão pouco espere encontrar no filme uma receita que resulta em um final meloso. Aperte os cintos, porque a realidade aterrisou.
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Cinema
Spice Girls podem virar musical

As Spice Girls vão ganhar um musical. De acordo com a imprensa internacional, o espetáculo Viva Forever, vai juntar as canções do grupo londrino.
Os discos do fenômeno pop venderam mais de 75 milhões de cópias no mundo todo. Simon Fuller, criador do "American Idol" será um dos produtores, ele também já chegou agenciar a banda.
E nesta semana andou circulando um boato de que Victoria Beckham, Melanie Chisholm, Geri Halliwell, Emma Bunton e Melanie Brown, estariam planejando um retorno. Seria a segunda tentativa de reunir as Spice.
Elas se separaram em 2001. Três anos antes, Geri Halliwell havia deixado o grupo. Voltaram em 2007 para uma turnê,e se separaram de novo em 2008.
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Música
Quinta-feira, Janeiro 21, 2010
Morremos na praia...

Mais um filme brasileiro que nadou, nadou, nadou, e morreu na praia.
“Salve Geral”, de Sérgio Rezende, não foi incluído na lista divulgada nesta semana dos filmes que concorrem ao Oscar.
A produção narra a história de uma professora que tenta tirar o filho da cadeia diante dos ataques do PCC em São Paulo.
Acho que já passou da hora dos responsáveis, que indicam o título brasileiro à disputa, mudarem de tática.
Não que Salve Geral seja um filme ruim, é uma produção ótima, com vigor e estilo. Mas que tal apostar em um filme com outra ótica? Sem essa de violência, favela, miséria?
A América Latina agora segue representada pela Argentina, com o filme “O segredo de seus Olhos”, de Juan Jose Campanella, e pelo Peru, com a obra “A teta assustada”, de Claudia Llosa. Os cinco finalistas na categoria Melhor Filme Estrangeiro serão anunciados no dia 2 de fevereiro.
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Cinema
Ele merece!

O ator Johnny Depp, que interpreta o Chapeleiro Louco, em “Alice no país das Maravilhas”, foi eleito pela revista GQ como o homem mais estiloso do mundo.
Vale lembrar que no ano passado, ele foi eleito o homem mais sexy do mundo pela People.
Detalhe: o astro tem 47 anos.
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Para Relaxar
Quarta-feira, Janeiro 20, 2010
10 coisas que eu odeio no cinema

Queria muito compreender o que leva alguém a ser tão inconveniente dentro do cinema.
Já me deparei com este tipo de gente inúmeras vezes nas salas de exibição.
E não poderia deixar de listar 10 vícios que fazem este programa agradável virar um castelo de horror:
1 - Desligar o celular ou colocá-lo no silencioso: essa é clássica, mas tem gente que insiste em não se enquadrar.
2 - Evitar sujar o cinema (quem já pegou numa vassoura alguma vez na vida, sabe que dá um trabalho imenso limpar uma sala daquele tamanho. Imagine varrer aquele carpete?)
3 - Evite comentários idiotas, se for fazê-lo, fale bem no ouvido do seu colega ao lado.
4 - O cinema todo precisa ficar sabendo que você está quase engolindo a sua namorada? Pra quê tanto beijo na hora do filme? E tanta agarração? Motel também passa filme...
5 - Verifique antes se o filme é legendado ou dublado, dar uma de "close caption sonoro pra todo mundo ouvir" é demais...irritante.
6- Gritar, bater palma ou qualquer outro barulho tinha que ser extremamente proibido. Pena: prisão perpétua.
7 - Tirar foto dentro do cinema, e com flash, é querer ir pra guilhotina!!!
8 - Tem motivo a risada alta? Lugar de gente aparecida é no circo.
9 - Excesso de suspiros também não é legal. O bofe é escândalo? Basta uma olhada para a(o) colega do lado, que ela(e) vai compartilhar do gosto contigo. E se no caso, a atriz for gostosa, PRA QUÊ O ASSOBIO???
10- Ninguém precisa de mais um Rubens Ewald Filho comentando cada cena, cada plano, ainda mais ao vivo, a cores e ao lado. Contenha-se. Quer fazer crítica, espere o filme acabar.
Seria ideal ter um raio laser, tipo aquele do filme Guerra dos Mundos, dentro das salas. No momento deste tipo de comportamento, ele entraria em ação. E paz voltaria a reinar, "felizes para sempre".
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Para refletir
Domingo, Janeiro 17, 2010
O nosso crime e castigo

A declaração do cônsul geral do Haiti, George Samuel Antoine, virou assunto na semana passada. Ele afirmou que a tragédia no país está trazendo bons resultados e atribui a culpa do terremoto à religião do povo haitiano.
Sabe-se da prática de vodou no Haiti. O que muitos desconhecem: o costume é um tipo de candomblé com as características peculiares daquela região, resultado do sincretismo.
Atrelar ao vodou o ato de espetar bonecos com alfinetes, com fins diabólicos, é perpetuar uma visão muito simplista e estereotipada. Alguns especialistas esclarecem que essa impressão pode ter surgido devido ao ato dos ditadores François e Jean-Claude Duvalier utilizarem o vodou em rituais para terrorizar a população.
Outro detalhe: terremotos são fenômenos naturais dificilmente de serem previstos pelos cientistas, conforme explica o geólogo da UFMG, José Maria Leal. E se tratando do Haiti, o risco de tremor no local é maior porque o país fica, justamente, em uma falha geológica. Há de considerar as circunstâncias em uma região extremamente pobre.
Mas não é só isso que indigna no discurso do cônsul. O que chama atenção mesmo é uma ideia subtendida de castigo divino. E o pior é que muita gente faz côro a esse eco.
Esse fato me trouxe a lembrança ao que ocorreu com o navio Titanic, em 1912, onde milhares morreram no naufrágio. Muitos afirmaram que era castigo de deus porque alguém dissera: "nem deus afunda o Titanic". E a lista de desastres sejam eles naturais ou explicados pela física, que se atribui à mão do criador, é imensa.
Mas esse deus que muitos cristãos, evangélicos, espíritas e outras religiões acreditam, que dizem ser bondoso, amoroso, seria capaz de cometer tal atrocidade? Matar milhares de vidas inocentes em detrimentos de poucos, com desvio de caráter? Que lógica mais primitiva. Exemplos disso nos textos bíblicos existem ao monte.
Cá pra nós, o que você me diria então dos acidentes que ocorrem todos anos com os romeiros que viajam pelo país? Com o teto que desaba sobre a Igreja Universal e mata vários dos seus fiéis? Com o terremoto no centro da Itália, berço do Vaticano? E guerra santa promovida em Israel? Quantos morrem ali pelos atentados a bomba? E a tsunami que exterminou lugares conhecidos pela forte fé oriental?
De catástrofe e fatalidades o mundo está cheio. É incoerente acreditar no castigo divino. E também é mais fácil jogar o trabalho sujo na mão de outro, mesmo que isso seja feito de forma inconsciente.
Observo que a concepção de castigo divino ainda está atrelada ao antigo controle sacerdotal. Quer coisa melhor que manter o povo submetido às ordens com essa propagação do medo? Haiti agora virou um caldeirão cheio para os mais oportunistas da fé.
Li uma vez em algum lugar, que Jesus, num evangelho apócrifo, teria afirmado que o reino de deus já havia chegado. As pessoas é que não conseguiam ver. Acredito que o inferno também. Mas com uma diferença: devida a nossa eterna cegueira, nós mesmos criamos o nosso tártaro.
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